{"title":"Escravidão","description":"\u003cp\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eA coleção \u003cstrong\u003eEscravidão\u003c\/strong\u003e reúne documentos históricos ligados à escravidão e à sua abolição no Brasil: cartas, registros, manuscritos, fotografias e autógrafos de época. Por mais de três séculos, a escravidão marcou a economia, a sociedade e a cultura brasileiras, e o Brasil foi o último país das Américas a aboli-la, em 1888. Estes documentos são testemunhos diretos dessa história, do cotidiano do sistema escravista à luta abolicionista, e permitem compreendê-la a partir das próprias fontes. Cada peça é apresentada com descrição detalhada, contexto histórico e informações sobre sua autenticidade, para que pesquisadores, instituições e colecionadores possam adquiri-la com confiança. Explore as peças disponíveis abaixo.\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"fotografias-de-christiano-junior-1871","title":"Fotografias de Christiano Junior (1871)","description":"\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003eChristiano Junior, um dos pioneiros da fotografia no Brasil e na Argentina, conquista um prêmio na Exposição Nacional de Córdoba em 1871.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003cstrong\u003eDuas fotografias estereográficas de Christiano Junior representando as obras da Exposição Nacional de Cordoba, na Argentina em 1870-1871. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e17.4 cm x 8.8 cm.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEstado medio\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eO português Christiano Junior (1832-1903) é reconhecido como um dos pioneiros da fotografia no Brasil e na Argentina. Ele atuou no Brasil entre 1862 e 1866, ficando famoso pelos seus retratos de escravos em formato de cartão de visita, que os estrangeiros em visita ao Brasil compravam para montar álbuns de recordação.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eEm 1867, ele decidiu se mudar para a Argentina, onde a concorrência possivelmente era menos acirrada, e concentrou-se em fotografias de paisagens, utilizando novas técnicas. Essa abordagem lhe rendeu sucesso até sua morte, e seu filho deu continuidade ao legado familiar. No excelente livro \"Brésil, les premiers photographes d'un empire sous les Tropiques\" (editora Gallimard) - meu livro preferido sobre a história da fotografia no Brasil - Bia e Pedro Corrêa do Lago explicam que Christiano Junior provavelmente já praticava a fotografia de paisagens no Brasil com paisagistas renomados como Klumb ou Stahl, mas não há provas disso.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eAs duas fotografias \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eestereográficas oferecidas aqui foram encontradas nos Estados Unidos e mostram pavilhões durante as obras da Exposição Nacional de Córdoba, a primeira na Argentina, que tinha o objetivo de mostrar a vitalidade e a riqueza da República. No verso, pode-se ler que elas ganharam o prêmio de fotografia em nome do\u003cem\u003e grande estabelecimento de fotografia e pintura de Christiano Junior em Buenos Aires, rua Florida 160\u003c\/em\u003e, e logo abaixo está o endereço de seu estúdio no \u003cem\u003eRio de Janeiro, rua Quitanda, 45\u003c\/em\u003e. Isso indica que Christiano Junior manteve atividades nos dois países por um tempo, pelo menos até 1871, criando uma empresa multinacional da fotografia!\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAs fotografias de Christiano Junior, um dos primeiros fotógrafos do Brasil, são raras no mercado.\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44002676703391,"sku":"471","price":1000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografiachristianojunior1.jpg?v=1685803981"},{"product_id":"bilhete-manuscrito-de-auguste-francois-perrinon-1850","title":"Bilhete manuscrito de Auguste-François Perrinon (1850)","description":"\u003ch2\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003cstrong\u003e\"Não existe nada mais precioso para o Homem do que a liberdade do seu ser.\"\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cb id=\"docs-internal-guid-66fb3746-7fff-5ed6-573a-997089033860\"\u003e\u003cspan\u003eTexto escrito pelo deputado francês abolicionista Auguste François Perrinon. \u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEm francês.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eUma página.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e26.2 cm x 37,5 cm.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eParis, o 6 de julho de 1850.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eExcelente estado\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003cbr\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTradução em português\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eNão existe nada mais precioso para o Homem do que a liberdade do seu ser. Nenhum sacrifício deve lhe custar nada para conquistá-la, quando esta foi roubada. Se os negros foram escravos durante tanto tempo, é porque os seus olhos foram vendados pela ignorância, para impedi-los de ler esta verdade em todos os lugares onde ela está escrita, e porque foi abafado em seus corações, com a degradante coerção do chicote, o sentimento da sua força e do seu direito.\u003c\/em\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eCriado em uma família de negros da ilha caribenha do Martinique, Auguste François Perrinon (1812 - 1861) completou uma formação militar prestigiosa na França, tornou-se deputado e publicou em 1847 um livro onde explica que \"o trabalho que está sendo realizado por escravos poderia muito bem ser realizado por pessoas livres e com um custo igual\".\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eConseqüentemente, ele foi convidado a entrar na Comissão para a Abolição da Escravidão, organizada por seu amigo Victor Schoelcher. Perrinon escreveu esse texto vibrante e histórico para celebrar sua grande vitória, a abolição oficial da escravidão nas colônias francesas do Caribe em 1848. Um documento excepcional.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv id=\"gtx-trans\" style=\"position: absolute; left: 27px; top: 85.2891px;\"\u003e\n\u003cdiv class=\"gtx-trans-icon\"\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/div\u003e\n\u003c\/div\u003e","brand":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":45873094230175,"sku":"35","price":5000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/bilhete_manuscrito_auguste_francois_perrinon.jpg?v=1720208242"},{"product_id":"estudo-de-benedito-calixto-a-partir-de-debret-por-volta-de-1900","title":"Estudo de Benedito Calixto a partir de Debret (por volta de 1900)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003eBenedito Calixto representa o pelourinho da antiga Praça do Rossio, no Rio de Janeiro, a partir de Debret.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003e\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDesenho e texto, a lápis, de Benedito Calixto sobre o pelourinho no Rio de Janeiro, inspirado em Debret. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eUma folha com duas páginas, frente e verso. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e28,5 cm x 21,5 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm francês. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBom estado de conservação. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTranscrição da frente\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003ePELOURINHO DO RIO DE JANEIRO\u003cbr\u003eNA ANTIGA PRAÇA DO ROSSIO (desenho do pintor DEBRET)\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eO que se percebe à primeira vista na Praça do Rocio, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, é a coluna de granito encimada por uma esfera armilar em cobre dourado. No capitel da coluna apoiam-se dois pequenos postes de ferro que deixam reconhecer ali um patíbulo — símbolo do direito de alta justiça exercido pelo governo da cidade.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eEsse emblema (desenhado por Debret) encontra-se em todas as cidades do interior do Brasil, mas geralmente representado de forma muito rudimentar, por meio de um grande tronco de madeira pintado de vermelho e dois pedaços de ferro pontiagudos, destinados a sugerir um enorme cutelo. Esses ferros, colocados horizontalmente próximos ao centro e recobertos de madeira, formam uma pequena cruz: um deles prolonga-se como se fosse o cabo, e o outro, fixado verticalmente com firmeza, prende-se com força ao topo dos postes.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003e(Viagem Pitoresca ao Brasil, tomo III)\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTranscrição do verso\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eOs Pelourinhos de Madeira, em algumas vilas do Brasil, conforme desenho o pintor Debret.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEsta folha antiga apresenta um desenho a lápis muito delicado do pelourinho do Rio de Janeiro, localizado na antiga Praça do Rocio (atual Praça Tiradentes). No centro, ergue-se uma coluna de granito esguia, coroada por uma esfera armilar em cobre dourado, símbolo do poder real português, ladeada por pequenos postes de ferro que remetem ao patíbulo. O traço é sóbrio, mas detalhado o suficiente para sugerir o relevo e a imponência da estrutura, enquanto algumas figuras humanas esboçadas ao fundo dão noção de escala. Logo abaixo, uma legenda manuscrita em português indica tratar-se de um desenho do pintor Debret, célebre por registrar a vida no Brasil do século XIX. A parte inferior da folha é ocupada por um texto manuscrito em francês, levemente desbotado, descrevendo a função simbólica do monumento e lembrando sua presença em outras cidades brasileiras como marca do poder judicial colonial. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBenedito Calixto (1853-1927), um dos grandes pintores históricos do Brasil, realizou este estudo a partir da obra de Debret. Ele tinha o hábito de copiar Debret e Rugendas para documentar elementos arquitetônicos e sociais do Brasil colonial. Calixto pintou inúmeras cenas coloniais e históricas, mas a maioria de suas grandes composições está relacionada a São Vicente, Santos, São Paulo e ao litoral paulista; até onde se sabe, nenhuma tela finalizada de Calixto representa diretamente o pelourinho do Rio de Janeiro. Então, este trabalho é provavelmente um exercício preparatório, uma cópia de arquivo ou uma prancha documental, não destinado a uma tela final.  \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eEsta folha tem grande importância histórica e documental, pois realizada por Benedito Calixto, um dos maiores pintores históricos do Brasil, a partir da obra de Debret. Foi muito provavelmente realizada entre 1895 e 1915, período em que Benedito Calixto se dedicava a projetos de memória histórica, consultava as obras de Debret e produzia estudos documentais para suas composições e encomendas institucionais. Ela registra com precisão o pelourinho da antiga Praça do Rossio, no Rio de Janeiro, monumento simbólico do período colonial que já não existe. A raridade da peça reside na combinação entre o desenho minucioso e o texto explicativo manuscrito em francês, evidenciando o acesso direto de Calixto às fontes originais e sua preocupação em preservar a memória visual do país. Trata-se de um testemunho singular de sua prática como artista e pesquisador, unindo arte e erudição histórica em um suporte excepcional, difícil de encontrar tanto em coleções particulares quanto em acervos institucionais.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62513774919839,"sku":"619a","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/textoedesenhobeneditocalixto1a.jpg?v=1759015698"},{"product_id":"grande-fotografia-panoramica-do-rio-de-janeiro-1875-1890","title":"Grande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro (1875-1890)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cb id=\"docs-internal-guid-ab140335-7fff-2d88-da40-ade54a3c8b53\"\u003e\u003cspan\u003eNo final do século XIX, Rio de Janeiro se consolida como centro comercial e marítimo.\u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\" style=\"font-weight: bold;\"\u003e\u003cstrong\u003eGrande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro, provavelmente de Marc Ferrez.\u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eDimensões: 55 × 26 cm (suporte) \/ 46,5 × 17 cm (imagem). \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eRio de Janeiro, entre 1875 e 1890. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eExcelente estado de conservação; a fotografia foi limpa por restaurador profissional. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEste panorama apresenta uma ampla vista do porto do Rio de Janeiro, observada a partir do Morro do Castelo, um dos pontos mais emblemáticos da cidade no século XIX, colina inteiramente demolida em 1922. À esquerda, a baía surge intensamente ocupada por veleiros e embarcações comerciais, com o Pão de Açúcar claramente visível ao fundo. No centro, destacam-se os cais, armazéns e edifícios públicos ligados à atividade portuária, enquanto torres de igrejas barrocas pontuam o horizonte do centro histórico; ao fundo, o Corcovado, na Floresta da Tijuca, onde o Cristo Redentor seria inaugurado em 1931. À direita, uma zona de caráter mais industrial, identificável por uma alta chaminé provavelmente associada ao Arsenal, completa a composição, enriquecida em primeiro plano por telhados, ruas em declive e casas coloniais, criando um contraste marcante entre o tecido urbano e a monumentalidade das instalações portuárias. O panorama corresponde atualmente aos bairros do Centro e da Saúde, com extensão visual até a Gamboa.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eO conjunto de características estilísticas e técnicas aponta fortemente para uma atribuição a Marc Ferrez (1843–1923). Poucos fotógrafos no Brasil dominaram, como ele, a realização de vistas dessa amplitude, com o uso de equipamento específico e a montagem cuidadosa de tiragens albuminadas. A composição equilibrada, a nitidez uniforme ao longo de toda a imagem, a riqueza de detalhes e a capacidade de integrar relevo, porto e tecido urbano são marcas recorrentes de sua obra, presentes também em panoramas preservados no Instituto Moreira Salles e na Biblioteca Nacional, tornando essa atribuição a hipótese mais coerente.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cb\u003e\u003cspan\u003e\u003cb id=\"docs-internal-guid-6e6a9173-7fff-6ae2-1de5-a5a87a23b775\"\u003ePoucos panoramas albuminados do século XIX, desse porte, especialmente aqueles montados a partir de múltiplas imagens, chegaram até nós. Descoberto na França e preservado em excelente estado de conservação, este panorama constitui um testemunho visual único de um Rio de Janeiro hoje desaparecido e deveria integrar uma das mais importantes coleções dedicadas à fotografia brasileira.\u003cbr\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e","brand":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62640304750751,"sku":"547","price":15000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografiapanoramicariodejaneirofimimperio1_eb27783b-cda9-450e-bf41-3ce53033121f.jpg?v=1768167984"},{"product_id":"grande-fotografia-da-fazenda-santa-thereza-com-imigrantes-italianos-1890-1910","title":"Grande fotografia da fazenda Santa Thereza com imigrantes italianos (1890-1910)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003cb id=\"docs-internal-guid-5236d1f8-7fff-b342-350e-1a075de77bbe\"\u003e\u003cspan\u003eLogo depois da Lei Áurea abolindo a escravidão, imigrantes italianos e ex-escravizados convivem na dura rotina de uma fazenda do interior paulista.\u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\u003cstrong\u003e\u003c\/strong\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eGrande fotografia da Fazenda Santa Thereza com imigrantes italianos. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eDimensões: 48 × 39 cm (suporte) \/ 39 × 29 cm (imagem). \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eInterior de São Paulo, entre 1890 e 1910. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBom estado de conservação; o canto inferior direito foi restaurado por um profissional. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eA foto mostra um grande grupo reunido em frente à capela da Fazenda Santa Thereza, com sua fachada simples, frontão triangular e uma cruz no topo. À esquerda, um homem carrega uma cruz de madeira, sugerindo uma procissão religiosa. Há trabalhadores com roupas claras e chapéus de palha, além de mulheres com vestidos longos e crianças no colo. Alguns poucos homens de terno contrastam com a maioria dos trabalhadores rurais. À direita, observamos uma mulher e uma criança negras. O chão é de terra batida, cercado por árvores e construções da fazenda. A composição é equilibrada e nítida, indicando o trabalho de um fotógrafo profissional.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eA Fazenda Santa Thereza, em Limeira, é uma antiga e famosa fazenda de café do interior paulista, ativa desde o período escravista até o início da imigração italiana. A imagem provavelmente foi feita entre 1890 e 1910, período em que a fazenda substituía o trabalho escravizado — abolido em 1888 — pelo sistema de colonato com imigrantes italianos. Apesar de livres, muitos desses imigrantes viviam em condições bastante difíceis: chegavam endividados, pagavam \"aluguel\", pagavam pelo uso da terra e compravam comida no armazém da fazenda, quase sempre a crédito. Isso criava um ciclo de dependência que, na prática, não era muito diferente da exploração vivida pelos ex-escravizados. A capela funcionava como ponto de encontro dessas comunidades, reunindo todos em festas e rituais religiosos, mesmo com desigualdades sociais profundas. A Fazenda Santa Thereza deixou de existir como grande propriedade cafeeira por volta das décadas de 1930–1940, e hoje sua antiga área integra a zona urbana de Limeira, ocupada por bairros e novas construções. \u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/span\u003e\u003cstrong\u003eEsta fotografia é importante porque mostra, no mesmo espaço, ex-escravizados e imigrantes italianos, ambos enfrentando formas duras de trabalho e dependência econômica em plena era do café. O registro profissional de L. Sampaio fortalece o caráter documental da cena e preserva um momento raro da transição pós-Abolição. A imagem resume um período decisivo da história rural brasileira, revelando como fé, trabalho e desigualdade conviviam no início do século XX. O tamanho excepcional da imagem, rico em detalhes, dá um valor adicional a este item.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e","brand":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62640313008287,"sku":"614","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografiafazendasantathereza2.jpg?v=1768167994"}],"url":"https:\/\/glorias.com.br\/collections\/documentos-historicos-escravidao.oembed","provider":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","version":"1.0","type":"link"}