{"title":"Império","description":"\u003cp class=\"p1\"\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eDescubra e adquira itens históricos, autógrafos e memorabilia colecionável selecionados pela Glórias, transmitindo algo inspirador às próximas gerações, diversificando seu patrimônio com peças raras e culturalmente relevantes, oferecendo um presente único para alguém especial… ou simplesmente pelo prazer de aprender e colecionar.\u003c\/p\u003e","products":[{"product_id":"necrologia-de-dom-pedro-ii-por-edmond-planchut-1891","title":"Necrologia de Dom Pedro II (1891)","description":"\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003eNa sua necrologia de Dom Pedro II, um amigo íntimo da escritora francesa George Sand confia muitos detalhes inéditos sobre a vida do imperador.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003cstrong\u003eNecrologia de Dom Pedro II por Edmond Planchut.\u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e12 páginas.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEm francês.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e13.6 cm x 21.2 cm.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eFrança, região de Cannes, 1891.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eExcelente estado\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003ePeça única.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTrechos\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eSomente no século XIX, quantos reis, imperadores poderosos, semelhantes ao cedro, como fala o poeta, viram a foice cair sobre suas cabeças altivas e foram varridos em consequência de uma turbulência revolucionária ? (...) Entre todos esses soberanos de vários títulos despossuídos, certamente há um que é uma exceção, uma notável exceção : Dom Pedro de Alcântara, o Imperador do Brasil.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003ePortanto, só vou fazer um esboço do príncipe e este esboço o descreverá como eu o vejo, quando eu tive a honra de ser admitido, durante os últimos invernos que ele passou na França. Foi Cannes, de todas as estações de inverno que lhe foram apresentadas, a que ele mais amou. A minha convicção é que o nobre proscrito veio menos para desfrutar de uma temperatura suave e os raios de um sol vivificante, do que procurar no horizonte do golfo azul que acontece ali, uma visão vaporosa da baía do Rio de Janeiro (...).\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eDepois de alguns minutos de conversa com Dom Pedro, no salão do hotel cujo primeiro andar ele ocupava, estávamos convencidos de que o que o preocupava menos era - não o império dele -, mas a coroa perdida (...). Em uma das sessões da sociedade literária da cidade, das quais ele nunca deixou de participar, um poeta de talento, M. Liegeant achou seu dever fazer em sua presença a história de sua vida política. O imperador, profundamente emocionado, agradeceu com cortesia o orador, mas este retorno a um passado que ele tentou esquecer, afetou-o muito : ele estava até, por alguns dias, seriamente doente. Foi dito e, quando a mesma sociedade o convocou novamente, eles falaram apenas de viajar, de história natural e de arqueologia.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eNa sala de estar que falei (...), as mesas, os sofás, as cadeiras (...) estavam cobertas de jornais, revistas, romances do dia, fotografias e partituras de óperas. Ainda havia os livros em árabe, hebraico, espanhol, inglês e português que ele traduzia fluentemente e que ele gostava de ler algumas passagens, assim que a oportunidade se apresentasse.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eEsse imperador estava entusiasmado com a poesia e passou a julgar Victor Hugo, que visitou várias vezes em Paris, como o maior dos poetas franceses.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eTinha uma profunda antipatia pelos romancistas e a nova escola realista. Ele não lhes negou um enorme talento, mas, como tantos outros, perguntou-se onde era necessário fingir e ver a humanidade apenas por seus lados abjetos. Ele os comparou a Walter Scott, Octave Feuillet e especialmente a George Sand, que considerava a maior escritora, o gênio mais literário do século. E então ele me citou, pois tinha uma memória prodigiosa, o que a ilustre escritora escreveu (...).\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e(...) Ele havia dito a George Sand sobre seu desejo de conhecê-la e cumprimentá-la em Berry, no castelo de Nohant, onde ela morava. O pedido de Dom Pedro (...) não teve sucesso. Madame Sand, que tinha uma grande simplicidade de gostos, temia não ter para sua habitação, mais rural do que senhorial, todo o conforto a que ela supunha um soberano acostumado, fingiu um impedimento. Quando eu comentei com sua majestade que sempre fui anfitrião de Nohant, o Imperador renovou seu profundo arrependimento por não ter conhecido a ilustre escritora. Então, ao saber que sempre mantive relações amigáveis ​​com suas duas netas, Aurore e Gabrielle, pediu-me para dizer a elas, com muita insistência, a admiração que ele tinha pela ilustre avó.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eNenhuma existência era mais calma, melhor organizada, do que a do imperador Dom Pedro de Alcântara. Com exceção do desconforto temporário de que falei, nunca o vimos doente.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eTodos os dias, a menos que o vento fosse muito forte, o Imperador saía (...) ; Ele era invariavelmente acompanhado por seu médico e seu camareiro. Nenhuma medalha no seu paletó (...). Ele se fazia conduzir pela estrada para Antibes ou Frejus, retornando invariavelmente por um belo passeio que corre ao longo do mar e que se chama La Croisette, (...), com um passo firme e rápido. Quando ele encontrava um rosto familiar em seu caminho, ele parava e, depois de uma troca cordial, com um aperto de mão, ele continuava sua caminhada até o almoço. Uma parte da tarde era dedicada a ela, Madame Condessa de Anjou, em um novo passeio de carro.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eAs noites, com alguns amigos íntimos, ocorriam em torno de uma mesa de bilhar no hotel. Ele podia ser convidado para uma festa elegante em uma dessas villas de Cannes, que são maravilhas. A senhorita Ruth Mercier, uma aquarelista de imenso talento, podia convidá-lo para a exibição de suas pinturas. Ou então ele era chamado para uma obra de caridade, um concerto, a representação de uma peça inédita, Dom Pedro nunca deixava de ir. O mesmo acontecia quando um renomado artista vinha tocar no teatro da cidade. Ele pagava os ingressos como um mero mortal e, como tal, muito modesto, os melhores assentos não estavam reservados para ele. Certa noite ficou satisfeito com um assento isolado (...), cuja entrada estava eriçada com marchas irregulares. Mais de um espectador ficou triste, só o Imperador pareceu não se importar (...).\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eFotógrafos e pintores o abordavam incessantemente e, tão grande era a bondade, ele sempre se entregava. Tinha cerca de cinquenta anos, realmente muito lindo. Um dia, quando ele posava para um pintor amigo meu, sua majestade me disse em uma língua estrangeira, para não ser entendido pelo artista :\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\"Quais mãos esse homem está pintando, veja se elas se parecem com as minhas ?\"\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eTodos aqueles passatempos aos quais ele se prestava por bondade, e também pelo amor de tudo o que estava longe ou perto da literatura e da ciência, não o impediam de seguir com interesse o que estava acontecendo sob a cúpula do Instituto. Foi ao sair, mal coberto, de uma das sessões da Academia de Ciências Morais e Políticas, de que ele era membro, que um arrepio agarrou-o e levou-o ao túmulo.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eComo os anos anteriores, se ele tivesse retomado antes dos primeiros frios do inverno, o caminho ensolarado da Cote d'Azur, Dom Pedro ainda seria um dos convidados mais queridos. Deve-se acrescentar que as repercussões dos distúrbios que mais uma vez agitaram o Brasil o alcançavam mais rapidamente em Paris do que em uma praia distante, e foi sem dúvida o que o fez adiar sua partida para Cannes. Ele devia morar ali apenas pela memória e pelo vazio que deixou por lá. Enquanto escrevo essas linhas, amigos (...) me anunciam com uma triste surpresa que eles acham menos animação nas proximidades de Cannes do que no passado e, no passeio encantador da Croisette, uma multidão menos animada que a dos anos precedentes.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eA ausência ou a partida de uma pessoa, mesmo o Imperador do Brasil, certamente não pode ser a causa do vazio que meus amigos percebem. No entanto, quando todos os dias, ao mesmo tempo, no mesmo passeio e durante anos, os olhos se acostumaram a encontrar um rosto amado, ou um desses personagens augustos que, como Dom Pedro, inspiram a simpatia, é natural que o hábito cessando, sentimos a tristeza como um grande vazio para o coração.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEdmond Planchut era um jornalista e aventureiro, amigo íntimo da brilhante e escandalosa escritora francesa George Sand (1804 - 1876) e de suas filhas. Sand era uma feminista pioneira que Dom Pedro II admirava, o que a Princesa Isabel desaprovava, como comprova uma carta dela para o pai : \u003cem\u003e\"Nem uma linhazinha para mim, e acha tempo para ir visitar George Sand, uma mulher de muito talento, é verdade, mas também tão imoral ! (...) Por mais incognitozinho que vá, sempre se sabe quem é o Sr. Dom Pedro de Alcântara, e não deve ser ele antes de tudo um bom católico e, portanto, afastar de si o que for imoral ?\"\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEste texto é uma testemunha preciosa sobre o imperador do Brasil, escrita por alguém que conviveu diretamente com ele em Cannes, durante meses, no sul da França. Os gostos simples e a modéstia do imperador, apesar do seu prestigio e da sua imensa cultura, a admiração dele pelos escritores George Sand e Victor Hugo, o prazer de vir a Cannes para longas caminhadas, a saudade do Brasil e do seu povo e, por fim, as circunstâncias de sua morte e o impacto que houve na França, chamam a atenção do leitor que tem em mãos esse documento excepcional.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":115854704660,"sku":"227EBA16","price":2500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/products\/necrologia-dom-pedro-ii-por-edmond-planchut-1.jpg?v=1682366102"},{"product_id":"carta-em-nome-de-dom-pedro-ii-1887","title":"Carta em nome de Dom Pedro II (1887)","description":"\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cspan data-mce-fragment=\"1\"\u003eDom Pedro II se interessa pelas pesquisas de um agrônomo francês especializado em oliveiras, alguns meses antes do fim da monarquia.\u003c\/span\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003cstrong\u003eCarta do Visconde de Nioaque para um engenheiro agrônomo francês.\u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eCannes, 12 de dezembro de 1887.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eUma folha : 20 cm x 27 cm (a carta : 11.2 cm x 18 cm).\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEm francês.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eExcelente estado\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003ePeça única.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEm 29 de julho de 1887, Dom Pedro II, que estava hospedado na França, veio passar o dia no observatório Camille Flammarion (possuía todos os livros dele) em Juvisy, acompanhado do Visconde de Nioaque e L. Cruls, diretor do observatório do Rio de Janeiro. Nessa visita, inaugurou o novo telescópio e observou o planeta Vênus.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eMas quem foi o Visconde de Nioaque?\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003ePor trás de todas as grandes personalidades, há sempre pessoas menos conhecidas, sem as quais a história, às vezes, seria muito diferente: cônjuges, amigos, assistentes dedicados ou secretários.\u003cbr\u003e\u003cbr\u003eO Visconde de Nioaque foi uma delas. Não se sabe muito sobre sua vida: era nobre, nasceu em Porto Alegre com o nome Manuel Antônio da Rocha Faria, e começou sua carreira como militar, na Marinha de Guerra Francesa durante cinco anos, sob o comando de Napoleão. Depois voltou para o Brasil onde foi deputado, magistrado, senador e assistente particular de Dom Pedro II.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003eEsta carta foi escrita por ele, em francês, em nome do Imperador, para um engenheiro agrônomo especializado em oliveiras, poucos meses depois da visita ao observatório em Paris. A carta é colada em uma folha que o cientista comentou na parte inferior.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eCarta do Visconde de Nioaque\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eCannes, 12 de dezembro de 1887\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eHôtel Beau Séjour\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eSenhor,\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eO Imperador do Brasil recebeu sua carta do dia 8 e ficará muito feliz de ler seu interessante livro. Receba os agradecimentos e respeito da sua Majestade. \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eVisconde de Nioaque (escrito Nioac em francês)\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eAbaixo, o destinatário (não identificado) escreveu\u003c\/span\u003e\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/span\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eVisconde de Nioaque\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eSecretário do Imperador do Brasil\u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003e\u003cspan\u003eDepois de ter lido meu trabalho sobre as oliveiras, o Imperador pediu para marcar um encontro comigo. Se o Imperador não tivesse sido destituído pouco tempo depois, eu teria ganhado a mais bonita medalha que existe, a Rosa do Brasil. \u003c\/span\u003e\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAchei este documento interessante em pelo menos dois aspectos: primeiro, é mais uma testemunha do imenso interesse de Dom Pedro II pela ciência, pelos cientistas e pela França… o que era recíproco; segundo, nos permite imaginar melhor sua agenda poucos meses antes do fim da monarquia, na companhia de seu secretário - e certamente confidente - o Visconde de Nioaque, que aliás faleceu em Cannes alguns anos mais tarde.\u003c\/strong\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":42720285720735,"sku":"422","price":1500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/products\/cartaviscondedenioaque.jpg?v=1682366486"},{"product_id":"fotografias-de-christiano-junior-1871","title":"Fotografias de Christiano Junior (1871)","description":"\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003eChristiano Junior, um dos pioneiros da fotografia no Brasil e na Argentina, conquista um prêmio na Exposição Nacional de Córdoba em 1871.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\u003cstrong\u003eDuas fotografias estereográficas de Christiano Junior representando as obras da Exposição Nacional de Cordoba, na Argentina em 1870-1871. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e17.4 cm x 8.8 cm.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEstado medio\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eO português Christiano Junior (1832-1903) é reconhecido como um dos pioneiros da fotografia no Brasil e na Argentina. Ele atuou no Brasil entre 1862 e 1866, ficando famoso pelos seus retratos de escravos em formato de cartão de visita, que os estrangeiros em visita ao Brasil compravam para montar álbuns de recordação.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eEm 1867, ele decidiu se mudar para a Argentina, onde a concorrência possivelmente era menos acirrada, e concentrou-se em fotografias de paisagens, utilizando novas técnicas. Essa abordagem lhe rendeu sucesso até sua morte, e seu filho deu continuidade ao legado familiar. No excelente livro \"Brésil, les premiers photographes d'un empire sous les Tropiques\" (editora Gallimard) - meu livro preferido sobre a história da fotografia no Brasil - Bia e Pedro Corrêa do Lago explicam que Christiano Junior provavelmente já praticava a fotografia de paisagens no Brasil com paisagistas renomados como Klumb ou Stahl, mas não há provas disso.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style=\"font-weight: 400;\"\u003eAs duas fotografias \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003eestereográficas oferecidas aqui foram encontradas nos Estados Unidos e mostram pavilhões durante as obras da Exposição Nacional de Córdoba, a primeira na Argentina, que tinha o objetivo de mostrar a vitalidade e a riqueza da República. No verso, pode-se ler que elas ganharam o prêmio de fotografia em nome do\u003cem\u003e grande estabelecimento de fotografia e pintura de Christiano Junior em Buenos Aires, rua Florida 160\u003c\/em\u003e, e logo abaixo está o endereço de seu estúdio no \u003cem\u003eRio de Janeiro, rua Quitanda, 45\u003c\/em\u003e. Isso indica que Christiano Junior manteve atividades nos dois países por um tempo, pelo menos até 1871, criando uma empresa multinacional da fotografia!\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAs fotografias de Christiano Junior, um dos primeiros fotógrafos do Brasil, são raras no mercado.\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":44002676703391,"sku":"471","price":1000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografiachristianojunior1.jpg?v=1685803981"},{"product_id":"fotografia-original-do-estudio-christiano-jr-pacheco-1871","title":"Fotografia original do estúdio Christiano Jr. \u0026 Pacheco (1871)","description":"\u003ch2\u003e\n\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cstrong\u003eEm 1871, o renomado estúdio de fotografia Christiano Jr. \u0026amp; Pacheco retrata uma típica mulher da elite carioca.\u003c\/strong\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eFotografia de Laurinda N. Sampaio tirada pelo estúdio Christiano Jr. \u0026amp; Pacheco, com dedicatória. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cspan\u003eE\u003c\/span\u003e\u003cspan\u003em português. \u003c\/span\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e+\/- 6 cm x 10 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eRio de Janeiro, 1871. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eExcelente estado\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.   \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEsta fotografia foi tirada em 1871 no estúdio Christiano Jr. \u0026amp; Pacheco, localizado na Rua da Quitanda, no Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil. O estúdio de Christiano Junior era famoso pela alta qualidade de suas imagens, e o formato da foto, conhecido como carte de visite, era muito popular no século XIX, frequentemente utilizado para troca de lembranças entre amigos e familiares.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eA imagem retrata uma mulher vestida com um elegante traje típico da aristocracia da época, e a pose formal com o leque em mãos reflete o costume de se apresentar com status e refinamento nos retratos de estúdio. O ambiente, com a presença de móveis decorados, reforça o prestígio social da pessoa fotografada, e a técnica fotográfica utilizada mostra a sofisticação do trabalho de Christiano Junior.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eNo verso da fotografia, há uma dedicatória manuscrita de uma mulher chamada Laurinda N. Sampaio, oferecendo o retrato como um gesto de amizade e simpatia para D. Clementina. Esse tipo de troca de retratos com dedicatórias pessoais era comum entre membros da elite, reforçando o valor emocional e social da fotografia na época. \u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eO conjunto dessa imagem e dedicatória proporciona uma rica visão dos costumes e da sociedade durante o período imperial brasileiro.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":46702422917279,"sku":"493","price":600.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografia_mulher_imperio_1.jpg?v=1727074660"},{"product_id":"fotografia-original-de-leuzinger-1860s-1870s","title":"Duas fotografias originais de George Leuzinger (1860s, 1870s)","description":"\u003ch2\u003e\n\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cstrong\u003eDurante o Império, George Leuzinger, um dos pioneiros da fotografia no Brasil, faz duas imagens estereoscópicas do Rio de Janeiro.\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e\u003c\/strong\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDuas fotografias originais estereoscópicas do Rio de Janeiro por George Leuzinger. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm português. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e+\/- 9 cm x 17 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eRio de Janeiro, 1860-1880. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cspan\u003eEstado medio\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação. \u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEssas fotografias estereoscópicas foram produzidas pelo estúdio de George Leuzinger, um dos principais fotógrafos do Brasil no século XIX. Ele era conhecido por documentar a cidade do Rio de Janeiro e suas transformações urbanas durante o período imperial. As imagens estereoscópicas, como estas, eram uma inovação na época, criando uma impressão tridimensional quando vistas com equipamentos especiais.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eAs fotografias de Leuzinger faziam parte de séries intituladas “Vistas do Rio de Janeiro”, muito populares entre os anos de 1860 e 1880. A Rua do Ouvidor, onde ficava o estúdio, era o centro cultural e comercial da cidade. Essas fotos eram apreciadas pela elite carioca e por colecionadores que buscavam capturar a paisagem e o cotidiano do Brasil imperial. Aqui, é difícil definir exatamente o que foi fotografado, mas possivelmente trata-se de áreas centrais da cidade, como a região do porto, as construções ao redor da baía de Guanabara ou colinas com edificações históricas.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eEssas imagens têm grande valor histórico, pois registram visualmente a vida no Rio de Janeiro durante o Segundo Reinado. George Leuzinger foi um dos primeiros a usar a fotografia como ferramenta de documentação, e suas obras são até hoje altamente valorizadas por colecionadores de fotos antigas, representando um legado importante para a memória visual do Brasil.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":46702497726623,"sku":"470","price":1000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografia_george_leuzinger_1.jpg?v=1727074653"},{"product_id":"documento-oficial-assinado-por-dom-pedro-i-1828","title":"Documento oficial assinado por Dom Pedro I (1828)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cstrong\u003eEm 1828, Dom Pedro I assina um documento oficial em plena instabilidade do Primeiro Reinado.\u003c\/strong\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDocumento oficial assinado por Dom Pedro I. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eUma página, em português. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e37 cm × 46 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eRio de Janeiro, 27 de dezembro de 1828. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEstado de conservação delicado; documento restaurado. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEste é um documento oficial manuscrito, datado de dezembro de 1828 e assinado por Dom Pedro I, Imperador do Brasil. Redigido em português da época, o texto apresenta diversas partes riscadas manualmente, o que indica possíveis revisões ou cancelamentos administrativos. Trata-se, possivelmente, de um decreto, nomeação ou decisão imperial, emitido durante os primeiros anos do Império do Brasil, em um momento de consolidação institucional após a Independência (1822). O documento é difícil de ler.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm dezembro de 1828, o Brasil, sob o governo de Dom Pedro I, atravessava um período de grande instabilidade política e diplomática. O Império acabava de sofrer uma derrota significativa com o fim da Guerra da Cisplatina, que resultou na perda da Província Cisplatina (atual Uruguai), agora independente após o Tratado de Montevidéu. Esse desfecho enfraqueceu o prestígio de Dom Pedro, já criticado por seu autoritarismo e por manter um círculo próximo majoritariamente português. Ao mesmo tempo, uma crise dinástica se agravava em Portugal: seu irmão, Dom Miguel, usurpara o trono destinado à filha de Dom Pedro, Maria II, levando o imperador a considerar deixar o trono brasileiro. No final de 1828, Dom Pedro era um monarca contestado, dividido entre dois impérios em crise.\u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eO documento estava em estado muito deteriorado, após ter sido guardado por quase dois séculos dentro de um baú de madeira, no interior do Estado do Rio de Janeiro. O tempo, a umidade e o armazenamento inadequado afetaram significativamente o papel e a tinta, resultando em manchas, rasgos e trechos parcialmente ilegíveis. Apesar dessas condições, o documento foi cuidadosamente restaurado, seguindo as melhores práticas de conservação documental, com o objetivo de preservar ao máximo sua integridade histórica e material original. \u003c\/span\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDocumentos assinados por Dom Pedro I são extremamente raros. Por se tratar do primeiro imperador do Brasil e de um período curto e turbulento de reinado (1822–1831), poucos documentos oficiais com sua assinatura chegaram até os dias de hoje.\u003c\/strong\u003e\u003cb\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62425699254431,"sku":"517","price":10000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/cartapatentedompedroI1828frente.jpg?v=1753585228"},{"product_id":"estudo-de-benedito-calixto-a-partir-de-debret-por-volta-de-1900","title":"Estudo de Benedito Calixto a partir de Debret (por volta de 1900)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003ch2\u003e\u003cstrong\u003eBenedito Calixto representa o pelourinho da antiga Praça do Rossio, no Rio de Janeiro, a partir de Debret.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003e\u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"UTF-8\"\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDesenho e texto, a lápis, de Benedito Calixto sobre o pelourinho no Rio de Janeiro, inspirado em Debret. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eUma folha com duas páginas, frente e verso. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e28,5 cm x 21,5 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm francês. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBom estado de conservação. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTranscrição da frente\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003ePELOURINHO DO RIO DE JANEIRO\u003cbr\u003eNA ANTIGA PRAÇA DO ROSSIO (desenho do pintor DEBRET)\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eO que se percebe à primeira vista na Praça do Rocio, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, é a coluna de granito encimada por uma esfera armilar em cobre dourado. No capitel da coluna apoiam-se dois pequenos postes de ferro que deixam reconhecer ali um patíbulo — símbolo do direito de alta justiça exercido pelo governo da cidade.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eEsse emblema (desenhado por Debret) encontra-se em todas as cidades do interior do Brasil, mas geralmente representado de forma muito rudimentar, por meio de um grande tronco de madeira pintado de vermelho e dois pedaços de ferro pontiagudos, destinados a sugerir um enorme cutelo. Esses ferros, colocados horizontalmente próximos ao centro e recobertos de madeira, formam uma pequena cruz: um deles prolonga-se como se fosse o cabo, e o outro, fixado verticalmente com firmeza, prende-se com força ao topo dos postes.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003e(Viagem Pitoresca ao Brasil, tomo III)\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan style=\"text-decoration: underline;\"\u003eTranscrição do verso\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cem\u003eOs Pelourinhos de Madeira, em algumas vilas do Brasil, conforme desenho o pintor Debret.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEsta folha antiga apresenta um desenho a lápis muito delicado do pelourinho do Rio de Janeiro, localizado na antiga Praça do Rocio (atual Praça Tiradentes). No centro, ergue-se uma coluna de granito esguia, coroada por uma esfera armilar em cobre dourado, símbolo do poder real português, ladeada por pequenos postes de ferro que remetem ao patíbulo. O traço é sóbrio, mas detalhado o suficiente para sugerir o relevo e a imponência da estrutura, enquanto algumas figuras humanas esboçadas ao fundo dão noção de escala. Logo abaixo, uma legenda manuscrita em português indica tratar-se de um desenho do pintor Debret, célebre por registrar a vida no Brasil do século XIX. A parte inferior da folha é ocupada por um texto manuscrito em francês, levemente desbotado, descrevendo a função simbólica do monumento e lembrando sua presença em outras cidades brasileiras como marca do poder judicial colonial. \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBenedito Calixto (1853-1927), um dos grandes pintores históricos do Brasil, realizou este estudo a partir da obra de Debret. Ele tinha o hábito de copiar Debret e Rugendas para documentar elementos arquitetônicos e sociais do Brasil colonial. Calixto pintou inúmeras cenas coloniais e históricas, mas a maioria de suas grandes composições está relacionada a São Vicente, Santos, São Paulo e ao litoral paulista; até onde se sabe, nenhuma tela finalizada de Calixto representa diretamente o pelourinho do Rio de Janeiro. Então, este trabalho é provavelmente um exercício preparatório, uma cópia de arquivo ou uma prancha documental, não destinado a uma tela final.  \u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eEsta folha tem grande importância histórica e documental, pois realizada por Benedito Calixto, um dos maiores pintores históricos do Brasil, a partir da obra de Debret. Foi muito provavelmente realizada entre 1895 e 1915, período em que Benedito Calixto se dedicava a projetos de memória histórica, consultava as obras de Debret e produzia estudos documentais para suas composições e encomendas institucionais. Ela registra com precisão o pelourinho da antiga Praça do Rossio, no Rio de Janeiro, monumento simbólico do período colonial que já não existe. A raridade da peça reside na combinação entre o desenho minucioso e o texto explicativo manuscrito em francês, evidenciando o acesso direto de Calixto às fontes originais e sua preocupação em preservar a memória visual do país. Trata-se de um testemunho singular de sua prática como artista e pesquisador, unindo arte e erudição histórica em um suporte excepcional, difícil de encontrar tanto em coleções particulares quanto em acervos institucionais.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62513774919839,"sku":"619a","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/textoedesenhobeneditocalixto1a.jpg?v=1759015698"},{"product_id":"desenho-naturalista-de-benedito-calixto-por-volta-de-1900","title":"Desenho naturalista de Benedito Calixto (por volta de 1900)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003ePor volta de 1900, Benedito Calixto estuda gaivotas e albatrozes em voo.\u003c\/strong\u003e\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eDesenho naturalista de Benedito Calixto, a lápis. \u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eUma folha, uma página. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003e27,5 cm x 20,5 cm. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm francês. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEm bom estado de conservação. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEste desenho a lápis apresenta diferentes estudos de aves marinhas em voo, provavelmente gaivotas e um albatroz, identificados pela inscrição manuscrita na parte inferior esquerda: “Gaivotas Albatróz”. Ao centro, destaca-se um grande pássaro de asas abertas, cuidadosamente sombreado para dar volume, cercado por outras figuras menores em diferentes posições e ângulos, sugerindo movimento e observação direta da natureza. Na margem inferior direita, lê-se outra anotação, de difícil leitura, mas que parece fazer referência a uma fonte científica ou naturalista. Pela técnica e pelo caráter de estudo preparatório, a folha pode ser datada entre o final do século XIX e o início do século XX, período em que Calixto desenvolvia intensamente seu trabalho de observação e documentação do litoral paulista.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eBenedito Calixto (1853-1927) é uma figura central da pintura brasileira, reconhecido sobretudo por seus paisagens marítimas, vistas urbanas, retratos e cenas históricas que buscavam reconstruir a memória colonial e imperial do Brasil. Autodidata, construiu uma carreira sólida, recebendo encomendas públicas e religiosas, e colaborou com instituições culturais. Sua obra reflete tanto a sensibilidade artística quanto a preocupação documental, unindo o olhar de pintor e o rigor de pesquisador visual.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cstrong\u003eEste desenho é raro porque difere das composições finais conhecidas de Calixto: trata-se de um estudo naturalista, mais íntimo e espontâneo, revelando seu processo criativo e seu interesse em registrar fielmente o ambiente marítimo. A importância da folha reside justamente em oferecer um testemunho autêntico do método de trabalho do artista, completando a compreensão de sua produção e valorizando sua faceta de observador da natureza, além de pintor histórico.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62513786650783,"sku":"619b","price":6000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/textoedesenhobeneditocalixto2a.jpg?v=1759015690"},{"product_id":"grande-fotografia-panoramica-do-rio-de-janeiro-1875-1890","title":"Grande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro (1875-1890)","description":"\u003ch2 dir=\"ltr\"\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cb id=\"docs-internal-guid-ab140335-7fff-2d88-da40-ade54a3c8b53\"\u003e\u003cspan\u003eNo final do século XIX, Rio de Janeiro se consolida como centro comercial e marítimo.\u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\" style=\"font-weight: bold;\"\u003e\u003cstrong\u003eGrande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro, provavelmente de Marc Ferrez.\u003c\/strong\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eDimensões: 55 × 26 cm (suporte) \/ 46,5 × 17 cm (imagem). \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eRio de Janeiro, entre 1875 e 1890. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eExcelente estado de conservação; a fotografia foi limpa por restaurador profissional. \u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003cli dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003ePeça única.\u003c\/span\u003e\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eEste panorama apresenta uma ampla vista do porto do Rio de Janeiro, observada a partir do Morro do Castelo, um dos pontos mais emblemáticos da cidade no século XIX, colina inteiramente demolida em 1922. À esquerda, a baía surge intensamente ocupada por veleiros e embarcações comerciais, com o Pão de Açúcar claramente visível ao fundo. No centro, destacam-se os cais, armazéns e edifícios públicos ligados à atividade portuária, enquanto torres de igrejas barrocas pontuam o horizonte do centro histórico; ao fundo, o Corcovado, na Floresta da Tijuca, onde o Cristo Redentor seria inaugurado em 1931. À direita, uma zona de caráter mais industrial, identificável por uma alta chaminé provavelmente associada ao Arsenal, completa a composição, enriquecida em primeiro plano por telhados, ruas em declive e casas coloniais, criando um contraste marcante entre o tecido urbano e a monumentalidade das instalações portuárias. O panorama corresponde atualmente aos bairros do Centro e da Saúde, com extensão visual até a Gamboa.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp dir=\"ltr\"\u003e\u003cspan\u003eO conjunto de características estilísticas e técnicas aponta fortemente para uma atribuição a Marc Ferrez (1843–1923). Poucos fotógrafos no Brasil dominaram, como ele, a realização de vistas dessa amplitude, com o uso de equipamento específico e a montagem cuidadosa de tiragens albuminadas. A composição equilibrada, a nitidez uniforme ao longo de toda a imagem, a riqueza de detalhes e a capacidade de integrar relevo, porto e tecido urbano são marcas recorrentes de sua obra, presentes também em panoramas preservados no Instituto Moreira Salles e na Biblioteca Nacional, tornando essa atribuição a hipótese mais coerente.\u003c\/span\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cb\u003e\u003cspan\u003e\u003cb id=\"docs-internal-guid-6e6a9173-7fff-6ae2-1de5-a5a87a23b775\"\u003ePoucos panoramas albuminados do século XIX, desse porte, especialmente aqueles montados a partir de múltiplas imagens, chegaram até nós. Descoberto na França e preservado em excelente estado de conservação, este panorama constitui um testemunho visual único de um Rio de Janeiro hoje desaparecido e deveria integrar uma das mais importantes coleções dedicadas à fotografia brasileira.\u003cbr\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/span\u003e\u003c\/b\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cul\u003e\u003c\/ul\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62640304750751,"sku":"547","price":15000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/fotografiapanoramicariodejaneirofimimperio1_eb27783b-cda9-450e-bf41-3ce53033121f.jpg?v=1768167984"},{"product_id":"cartao-de-visitas-autografo-de-dom-pedro-augusto","title":"Cartão de visitas autógrafo de Dom Pedro Augusto (1888)","description":"\u003ch2\u003e\n\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e \u003cstrong\u003eDom Pedro Augusto, filho da Princesa Leopoldina e neto de Dom Pedro II, envia votos de pronto restabelecimento.\u003c\/strong\u003e\n\u003c\/h2\u003e\n\u003cul\u003e\n\u003cli\u003e\n\u003cstrong\u003eCartão de visita de Dom Pedro Augusto com algumas linhas manuscritas\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\n\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003e9.7 cm x 5.8 cm.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eEm português.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eCannes, França, 14 de março 1888\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003eExcelente estado\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e de conservação.\u003c\/li\u003e\n\u003cli\u003ePeça única.\u003c\/li\u003e\n\u003c\/ul\u003e\n\u003cp\u003e\u003cem\u003eCannes, 14 de março de 1888.\u003cbr\u003e\u003c\/em\u003e\u003cem\u003eCumprimento-o, bem como à Viscondessa, e desejo o seu completo restabelecimento.\u003c\/em\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDom Pedro Augusto de Saxe-Coburgo-Gota (1866–1934) foi o primogênito da princesa Leopoldina do Brasil e do príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, sendo, portanto, neto do imperador Dom Pedro II. Durante parte da juventude, foi considerado um dos possíveis sucessores ao trono brasileiro e manteve estreita convivência com a família imperial. Após a Proclamação da República, em 1889, acompanhou a família no exílio na Europa. Sua trajetória foi marcada pelo afastamento da vida pública e por graves problemas de saúde mental nos anos seguintes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cmeta charset=\"utf-8\"\u003e\u003cstrong\u003eOs documentos autógrafos de Dom Pedro Augusto são raros no mercado, e este é o primeiro cartão de visitas autógrafo que encontramos atribuído a ele. Além da raridade do suporte, a peça apresenta uma mensagem manuscrita relativamente longa, escrita e assinada em Cannes, cidade onde a Família Imperial costumava passar longas temporadas. Outro detalhe interessante é a data: 14 de março de 1888, menos de dois meses antes da promulgação da Lei Áurea por sua tia, a princesa Isabel, em 13 de maio daquele mesmo ano.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e","brand":"Com certificado de autenticidade e garantia","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":62825755443359,"sku":"611","price":2500.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1945\/8243\/files\/8_3f8dee13-42a8-4a93-b6fa-ac91e5cce9c2.jpg?v=1783440280"}],"url":"https:\/\/glorias.com.br\/collections\/imperio.oembed","provider":"Glórias | Autógrafos e Manuscritos Raros","version":"1.0","type":"link"}