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Carta manuscrita da Princesa Francisca (1844)

Carta manuscrita da Princesa Francisca (1844)

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Em 1844, a Princesa Francisca escreve para sua irmã Januária: “não deixe o Pedro só, tem paciência, ele é o teu único amigo”.

  • Carta de Princesa Francisca de Bragança para sua irmã Januária de Bragança.
  • Uma folha, duas páginas.
  • Em português.
  • 20 cm x 25 cm (cada folha).
  • Saint Cloud, França, 5 de outubro de 1844.
  • Excelente estado.
  • Peça única.

Alguns extratos

O que me fez bastante pena é de ver que as intrigas continuam (...)

(...) é uma grande infelicidade não só para a família, como para o pais. 

Peça bem não deixar o Pedro só, tem paciência, ele é o teu único amigo e tu esta bem a sua única amiga (...) 

(...) temo para o futuro grandes perigos para o pais.

(....) todos me mostram muita amizade aqui.

(...) A Rainha é para mim como uma verdadeira mãe. 

Francisca (1824-1898) foi Princesa do Brasil por nascimento e Princesa de Joinville por seu casamento com o príncipe francês Francisco de Orleães, terceiro filho do rei dos franceses Luís Filipe I de França. Ela era a quarta filha do Imperador e rei Pedro I e de sua primeira esposa, a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria. Cresceu ao lado dos irmãos Dom Pedro de Alcântara (posteriormente imperador Dom Pedro II do Brasil), Paula Mariana e Januária, sob a regência de José Bonifácio de Andrada e Silva. Com a abdicação de Pedro I do Brasil em 1831 e sua mudança para a Europa para reconquistar a coroa portuguesa, Januária (1822-1901) tornou-se herdeira do trono em 1836.

Em 1844, quando Francisca escreveu esta carta, ela tinha apenas vinte anos e estava casada há um ano, vivendo uma nova vida em Paris com seu marido. A mais carismática das irmãs era a primeira princesa brasileira da história a representar o Brasil no exterior e a corte francesa gostava dela, especialmente a Rainha da França.

Francisca e seus irmãos tinham sido educados por uma regência exigente, sem pais, provavelmente sem muito amor, em uma corte brasileira isolada. A perda súbita da irmã Paula Mariana deixou os irmãos muito tristes, e Francisca sentia-se profundamente responsável por eles, especialmente por Dom Pedro II. Ela tinha pouca experiência no jogo do poder, mas tinha consciência das intrigas políticas no Brasil e do perigo que representavam para seus irmãos e para o país. Todos esses pensamentos e intuições estão expressos nesta carta, o que a torna uma peça muito valiosa, merecendo um guardião especial.

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