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Entre as duas guerras, nas ‘années folles’, Alberto Santos Dumont e artistas parisienses deixam autógrafos para um industrial brasileiro.
Caderno de autógrafos de personalidades francesas e de Alberto Santos-Dumont para um membro da família Matarazzo.
Contém 12 dedicatórias, uma por página, além de uma nota de 10.000 cruzeiros.
As dedicatórias estão em francês, exceto a de Santos-Dumont, escrita em português.
Paris & Rio, 1910-1916.
12,5 cm x 18 cm.
Bom estado de conservação.
Peça única.
Raro volume de autógrafos reunindo assinaturas, frases e desenhos originais de artistas, atores, cantoras e caricaturistas da Belle Époque e dos “Années folles”. Entre os nomes presentes estão Edmée Favart, Ève Lavallière, Maurice Rostand, Rip e outros protagonistas da vida cultural parisiense. Muitas páginas trazem pequenos retratos ou caricaturas feitos de próprio punho, transformando o conjunto em um verdadeiro retrato íntimo dos círculos artísticos da época.
O livro pertenceu à família de descendentes italianos ligados a um antigo mordomo da família Matarazzo, o célebre clã industrial que dominou a vida econômica e social de São Paulo durante a primeira metade do século XX. Essa origem acrescenta uma dimensão única ao exemplar: ele não apenas reúne autógrafos de personalidades marcantes do teatro e da literatura, como também se insere na trajetória de uma das famílias mais influentes da história do Brasil, símbolo da ascensão dos imigrantes italianos e de sua integração à elite paulista.
No caderno, todas as dedicatórias que mencionavam o destinatário foram recortadas na parte do nome. Isso leva a pensar que um proprietário ou herdeiro retirou voluntariamente essa informação. Aqui, isso poderia indicar que o proprietário original era uma figura conhecida no Brasil e que a família preferiu apagar o nome para evitar demasiada visibilidade.
A joia deste conjunto é a página assinada por Alberto Santos-Dumont, datada do Rio de Janeiro, 29 de maio de 1916, com a dedicatória: “A meu futuro collega”. Figura central da história da aviação e já célebre internacionalmente por seus feitos em Paris, Santos-Dumont aparece aqui em um momento tardio, vivendo no Brasil e mantendo ainda sua aura de pioneiro. Essa assinatura confere ao volume um valor histórico excepcional, conectando o universo artístico europeu ao progresso científico e à conquista dos céus.