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Carta manuscrita de André Rebouças (1874)

Carta manuscrita de André Rebouças (1874)

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Em 1874, o engenheiro Rebouças escreve uma longa carta para um colega sobre os caminhos de ferro em construção no Império.

  • Carta manuscrita de André Rebouças para um colega não identificado.
  • Uma folha, três páginas.
  • Em português.
  • 20 cm x 26 cm.
  • Bom estado.
  • Peça única.

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 1874

(...) O Senador Sinimbú, que redigiu essa Lei, tinha bem em vista os miseráveis exemplos dos Caminhos de Ferro da Bahia e de Pernambuco, que pésão há 20 anos, com todo o peso dos 7% sobre o Tesouro Nacional !

(...) Está, portanto, inteiramente fora da Lei, o Ministério da Agricultura quando, cedendo às pressões políticas, quer estações marítimas com 10 metros ou 33 pés de calado quando a bacia de Paranaguá só tem 4 metros ! Elle não tem o direito de querer no Paraná senão um caminho de ferro econômico, que possa viver sobre si mesmo, e não ser carga eterna para o tesouro nacional.

(...) Todas estas histórias de caminhos de ferro para Bolívia, de caminhos de ferro transcontinentais são idealismos, que só servem para illudir papalvos !

(...) A realidade é que o caminho de ferro da Bahia e de Pernambuco esperão, ha 20 anos, pelo seu prolongamento, e o Rio de Janeiro há 4 anos, por um crédito para o seu abastecimento d ́água.

André Rebouças (1838-1898) foi uma grande figura no Brasil do século XIX, deixando um legado duradouro tanto no campo da engenharia quanto no ativismo social. Ele é lembrado como uma das mentes mais brilhantes e progressistas de sua época no Brasil. Foi um dos representantes da pequena classe média negra em ascensão no Segundo Reinado. Como engenheiro, ele foi responsável por importantes projetos de infraestrutura no Brasil, incluindo a construção de estradas, ferrovias e melhoramentos em portos. Politicamente, Rebouças foi um fervoroso defensor da abolição da escravidão no Brasil, trabalhando ao lado de figuras como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio e participando ativamente de campanhas abolicionistas.

Em 1871, André e seu irmão Antônio, também engenheiro, apresentaram ao imperador D. Pedro II o projeto da estrada de ferro ligando a cidade de Curitiba ao litoral do Paraná, na cidade de Antonina. Durante a execução do projeto, o trajeto foi alterado para o porto de Paranaguá. Até hoje, essa obra ferroviária se destaca pela ousadia de sua concepção. Esta extensa carta é um testemunho único do seu envolvimento no planejamento e na construção dos caminhos de ferro, que tiveram uma importância fundamental para o desenvolvimento econômico e a integração territorial do país. Cartas de André Rebouças aparecem muito raramente no mercado.

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