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Carta manuscrita de Francisca para Januária (1844)

Carta manuscrita de Francisca para Januária (1844)

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Em 1844, Francisca está entusiasmada com o casamento de sua irmã Januária com Áquila, que está apaixonado.

  • Carta manuscrita de Francisca para Januária.
  • Duas folhas, cinco páginas.
  • Em português.
  • 13.2 cm x 20.1 cm.
  • Paris, 14 de novembro de 1844.
  • Excelente estado de conservação.
  • Peça única.

Transcrição de alguns trechos

(...) Não é só a Manna que sente saudades, eu também tenho bastantes, sobretudo quando soube que a Manna estava tão doente, e que eu não podia ir logo servir de enfermeira. Não fazes ideia do quanto é custosa a separação, sobretudo quando a união é doce.

(...) Fez-me muito prazer saber que o teu casamento está arranjado com Aquila. Ele já chegou no dia 24 do mês passado, o Rei já deu o seu consentimento. Ele, Aquila, e tá apaixonado de ti, tudo isso eu sei por uma carta que a Rainha teve de Nápoles.

(...) Não fazes ideia do contentamento em que fiquei deste negócio. Joinville também ficou tão contente como tu, não podes fazer ideia. 

Os casamentos das princesas Francisca e Januária, irmãs de Dom Pedro II, foram parte de alianças diplomáticas estratégicas que fortaleceram as relações do Império do Brasil com potências europeias.

Francisca casou-se em 1843 com Francisco de Orléans, Príncipe de Joinville, filho do rei Luís Filipe I da França, consolidando a aproximação entre o Brasil e a Casa de Orléans, que governava a França na época.

Já Januária casou-se em 1844 com Luís de Bourbon-Duas Sicílias, Conde de Áquila, membro da Casa de Bourbon das Duas Sicílias, fortalecendo os laços com o reino que dominava o sul da Itália.

Esses casamentos reforçavam a posição internacional da monarquia brasileira e garantiam apoio dinástico ao jovem imperador Dom Pedro II, que ainda consolidava seu reinado. No entanto, apesar da relevância política, as uniões não foram felizes: Januária e Luís de Bourbon viveram separados por muitos anos, enquanto Francisca e sua família enfrentaram dificuldades após a queda da monarquia na França.

Esta carta é importante porque revela como toda a família imperial, inclusive o jovem Imperador Dom Pedro II, estava feliz com o casamento de Januária com Áquila. O fato de ele se sentir apaixonado por Januária tornava o casamento ainda mais promissor. A correspondência também evidencia, mais uma vez, a forte cumplicidade entre as irmãs e, de maneira geral, de toda a fratria, que se apreciava mutuamente, mesmo diante do peso das obrigações imperiais e das distâncias.

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