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Em 1965, Milton da Costa transforma uma carta em obra de arte
Carta manuscrita de Milton da Costa para Gilda Vieira.
4 folhas, 4 páginas, com seu envelope.
12 cm x 15 cm.
Em português.
15 de janeiro 1965, sem informação sobre a localização.
Excelente estado de conservação, uma pequena mancha na primeira página (ver imagem).
Conjunto único.
Milton da Costa foi um artista importante do modernismo brasileiro, atuando na transição entre figuração e abstração, com uma obra marcada por figuras femininas estilizadas. Ele conviveu com Tarsila do Amaral, Cândido Portinari e Di Cavalcanti. Em 1965, data desta carta, ele já se encontrava em plena maturidade artística, com uma linguagem consolidada. Embora reconhecido por especialistas, permanece relativamente pouco conhecido do grande público, o que sugere um potencial real de redescoberta nos próximos anos.
O conteúdo da carta é difícil de decifrar e não conseguimos compreender plenamente o texto. No entanto, o interesse da peça está em outro lugar: na sua força visual. A caligrafia em duas cores, azul e vermelho, cria um ritmo gráfico muito expressivo, enquanto os desenhos, figuras femininas arredondadas, pequenas Vênus, remetem diretamente ao universo plástico de Milton da Costa.
Achei essa peça especial porque reúne um artista importante ainda mal conhecido e, sobretudo, porque esta carta é uma verdadeira obra de arte em si, acessível por uma fração do preço de uma pintura.