Em 1860, Leopoldina escreve um bilhete com a inocência de uma criança de 13 anos e a elegância de uma princesa.
Carta manuscrita de Leopoldina para “Chica”, Francisca Carolina de Verna Magalhães de Fonseca, a neta da antiga Dama de companhia de Pedro I.
Uma folha.
Em português.
10,7 cm x 13,6 cm.
Sem informação sobre a localização, provavelmente no Rio de Janeiro, 22 de abril de 1860.
Excelente estado de conservação, com apenas um pequeno furo de inseto acima de “querida”.
Peça única.
Em 1860, a princesa Leopoldina de Bragança e Bourbon (1847-1871), irmã mais nova da princesa Isabel, tinha apenas 13 anos de idade e vivia no Rio de Janeiro, no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. Ela era a filha mais nova de Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina. Como parte da família imperial, sua educação era uma prioridade, recebendo aulas de história, geografia, línguas (francês, alemão, inglês), ciências naturais e boas maneiras, além de piano e desenho.
Neste período, Leopoldina ainda não estava envolvida em questões políticas ou diplomáticas, mas era uma presença constante nos eventos da corte e na vida familiar. Sua vida começou a mudar alguns anos depois, quando, em 1864, foi arranjado seu casamento com Luís Augusto de Saxe-Coburgo e Gotha, um príncipe austríaco ligado à família real europeia. Esse casamento reforçaria alianças entre o Brasil e as casas nobres da Europa. Assim, em 1865, aos 18 anos, ela deixou o Brasil definitivamente para viver na Áustria. Portanto, em 1860, Leopoldina ainda era uma jovem princesa no Brasil, dedicada aos estudos e à vida social da corte, cercada pelo carinho da família e da imperatriz Teresa Cristina, com quem tinha um forte vínculo.
Cartas das princesas escritas na infância ou adolescência são muito raras. Esta é a primeira de Leopoldina, ainda tão jovem, que encontramos e preservamos. Nesta carta especial, as fórmulas educadas e a caligrafia refinada contrastam com as frases curtas e o tom infantil de uma jovem de treze anos.