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Bilhete manuscrito da Princesa Isabel

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  • R$ 2.875,00


A Princesa Isabel, exilada na França, comenta o assunto polêmico do Vilarejos da Liberdade. 

Bilhete manuscrito da Princesa Isabel para o Senhor Massa. Em francês. Sem data, na França. 13.7 cm x 9.6 cm. Excelente estado. Peça única.

Caro Senhor Massa

Meus agradecimentos para os preciosos livros que vc acabou de me mandar para meus caros Vilarejos de Liberdade. Você tem toda minha simpatia.

Isabelle Comtesse d´Eu

Desde a infância, nós, brasileiros, aprendemos que os dias 13 de maio devem ser celebrados, uma vez que foi nessa data, no ano de 1888, que a Princesa Isabel assinou a tão conhecida Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil. Atualmente, sabemos que o uso da palavra “fim” no que diz respeito ao trabalho forçado dos africanos trazidos ao país é, no mínimo, questionável, já que os vestígios dessa prática até hoje permeiam nossa sociedade. Ainda assim, a Lei Áurea é um marco histórico nesse longo caminho da busca por igualdade, e vem daí a grande importância da mulher que a assinou, mas, afinal, qual era efetivamente a relação entre a Princesa Isabel e o movimento abolicionista?

Debate-se muito acerca do real espírito abolicionista da monarca que tornou ilegal a escravidão no Brasil. Teria Isabel agido pensando no bem estar dos escravos? É sabido que, nas últimas décadas do século 19, o fim da escravidão era já um caminho sem volta, por mais que a aristocracia escravocrata tentasse adiá-la, como fez no Brasil, último país das Américas a assinar a abolição. Mesmo com toda a oposição, o trem da liberdade alguma hora chegaria à estação, já que a pressão externa e interna pela abolição era muito forte. Dito isso, o fato de assinar essa lei pode ter sido, nos olhos de Isabel, um último suspiro na luta por manter firme a monarquia, outra instituição que, já na época, estava ruindo. Teria sido esse o único motivo para a ilustre atitude da princesa?

Para reacender essa discussão, novos documentos históricos parecem demonstrar um interesse da Princesa Isabel pela temática da escravidão para além da situação brasileira. Um deles é a carta na qual ela agradece pelos livros enviados a seus caros Vilarejos da Liberdade. Mas afinal o que eram esses vilarejos? Na África Ocidental Francesa, entre os anos de 1887 e 1910, os Vilarejos da Liberdade foram criados com um intuito inicialmente nobre: acolher os escravos libertos durante a abolição. No entanto, seu uso não demorou a corromper-se, e os vilarejos se tornaram celeiros de trabalho forçado para a administração francesa, que construía tais vilas próximas de seus centros de poder, e as organizava como prisões. As condições de vida e trabalho eram tão deploráveis que os trabalhadores que conseguiam escapar preferiam submeter-se a um patrão africano que voltar a servir os colonizadores franceses.

Por que esse documento é raro?

Novas informações trazem à luz aspectos que nos auxiliam a desvendar a complexidade dos personagens que povoam nossa história. Qual poderia ser, então, o interesse da Princesa Isabel pelos tais Vilarejos da Liberdade? Será que os estudou durante sua estadia na França? Talvez esse modelo de liberdade tenha-lhe interessado para ser aplicado no Brasil? Nesse caso, será que ela tinha conhecimento do real objetivo desses vilarejos? Todas essas perguntas sem resposta ainda geram grande intriga, contudo é um fato que a correspondência da monarca brasileira demonstra uma preocupação pelo assunto. 


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