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Qual é SUA teoria sobre o misterioso ratinho?

Postado por Mathias Meyer em

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Uma das primeiras mulheres jornalistas de seu tempo

Marie-Laetitia Bonaparte-Wyse foi uma poetisa francesa, além de uma das primeiras mulheres jornalistas de seu tempo. Nascida na Irlanda, ela era, na verdade, sobrinha-neta de Napoleão Bonaparte! A genética já anunciava, Marie seria uma mulher de forte caráter. E assim foi, educada em Paris, a literatura e os romances fizeram parte de sua vida. Três casamentos (e outros quantos amantes) conduziram-na a viajar pela Europa entre reinos e disputas de poder. Marie chegou a ser perseguida pelas autoridades francesas por usar seu afamado sobrenome para incitar insurreições.

Não obstante, algo dessa mulher tão singular atravessou os séculos, e não foram somente seus poemas e aventuras românticas e históricas. Marie conservou um tesouro muito original: um papel de cartas decorado com mordidelas de ratinhos, que possui, em sua parte superior, uma ilustração do mesmo animalzinho. Mas por que essa mulher tão vigorosa teria um papel de cartas tão delicado?

Será que um dia ela comprou aquela particular folha para escrever uma carta para Victor Hugo, famoso escritor francês que frequentava o salão de sua mãe em Paris? Essa teria sido uma relação poeticamente frutífera, imaginem as discussões literárias desse casal? Mas provavelmente a relação não floresceu, pois a carta que ela escreveu na tal folha está dedicada a Catulle Mendes, poeta francês contemporâneo de Marie.

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Uhm, Catulle Mendes, sentimos cheirinho de romance?

Sejamos sinceros, nenhum dos dois é citado na biografia (ops, wikipedia) do outro. Contudo, quantas coisas da nossa vida não estão em nossas biografias online (ok, Facebook)? Quem sabe não seja esse o significado dos ratinhos? Um amor oculto, vivido debaixo das vielas parisienses. Quiça em alguma dessas travessas, enquanto os pombinhos declamavam poesias e criavam uma nova corrente literária jamais revelada ao mundo, um ratinho guloso devorou as provas daquela que poderia ter sido a grande revolução do século 19. E em homenagem a tal ratinho, que eternizou o momento mas dissipou os devaneios subversivos, Marie o ilustrou nos restos carcomidos daquele papel que devia ter sido um importante registro histórico.

A verdade oculta por trás dessa linda cartinha permanece um mistério. Os céticos dizem que sempre há uma explicação (mais) lógica. Marie teve 4 filhos, sendo duas adotadas, e uma cartinha tão meiga pode ter sido um ótimo presente de aniversário para acalmar as crianças e começar a incutir nelas o gosto pela escrita. E, assim, quando as crianças alcançaram uma certa maturidade, o papel retornou a mãe que resolveu usá-lo para dedicar algumas palavras a um amigo.

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Possivelmente, nunca saberemos o real motivo dessa mulher tão sui generis possuir um igualmente tão único papel de cartas. Entretanto, uma personagem histórica, com uma vida marcada por romances e aventuras como Marie, pode deixar nossa criatividade fluir livremente, pois nada em sua vida era, deveras, impossível.

E você? Qual sua opinião sobre a origem desse papel de carta? Alguma outra teoria? Talvez uma conspiração para que os Bonaparte regressassem ao trono da França? Conte pra gente, vamos escrever essa história juntos!

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