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Pequenos adultos curiosos

Postado por Mathias Meyer em

curiosidade

Você se considera uma pessoa curiosa? Quantos livros novos leu esse ano?

Talvez tenha viajado a algum país distante em algum momento da vida? Em cada um de nós, o despertar da curiosidade nasce de formas distintas, alguns tem os ouvidos sensíveis às mais sutis melodias, para outros, estudar é a maior fonte de curiosidade e conhecimento. Todo pai ou mãe tem na ponta da língua um conto gracioso sobre as curiosidades de seus filhos. Afinal, quem nunca perguntou aos pais, de maneira inocente, algo que os deixou desconfortáveis? É comum, no entanto, que todos esses sentimentos e desejos esvaneçam no processo de crescimento. Num repente, aprendemos que precisamos nos encaixar, sobram compromisso e já não há espaço para aqueles sonhos de criança. Mas será que o mundo não precisa de nossa curiosidade?

Eleanor Roosevelt, esposa de Franklin Roosevelt, o 32º presidente dos Estados Unidos proferiu uma célebre frase: “Quando nasce uma criança, se a mãe pudesse pedir para uma fada o dom mais útil para o seu filho, esse presente teria que ser a curiosidade”. As crianças são naturalmente curiosas, recém chegadas ao mundo, tudo para elas emana um perfume de novidade. Tanta curiosidade chega a ser perigosa e por isso um adulto sempre deve estar por perto, vigiando que os pequenos não se machuquem com objetos cortantes ou elétricos, pois, afinal, eles somente querem saber como tudo funciona.

Ao mesmo tempo, estimular essa curiosidade de forma saudável é um passaporte para um futuro abundante, uma criança absorve tudo ao seu redor; e facilmente pode desenvolver capacidades e habilidades que darão frutos no futuro. Todas as sementes plantadas durante a infância se transformam em árvores frondosas. Por essa razão, o trabalho dos pais é essencial, pois eles são os primeiros responsáveis a apresentar o mundo aos filhos. Colecionar objetos históricos com as crianças, por exemplo, pode estimular nelas a curiosidade pela história que as brindará com uma enorme bagagem de conhecimento sobre a sociedade na qual eles vivem.

Porém, antes de ser país, todos um dia fomos crianças

O que aconteceu com o menino que havia dentro de nós? Você ainda se lembra daqueles dias de júbilo por cada simples descoberta? Não precisávamos de um prêmio ou um objetivo, somente a curiosidade, genuína e despretensiosa. A vida adulta tem seus encantos, a liberdade, a consciência, e às vezes até uma sensação de poder que pode ser ilusória, mas a simplicidade torna-se complexidade e muitas vezes aquela criança curiosa se perde pelo caminho.

Por sorte, esse não é uma passagem sem volta, podemos, sim, retomar nossa criatividade, criar hábitos que alimentem nossa mente, ou simplesmente nos deixar levar pela curiosidade e conhecer os novas estradas que ela pode abrir. Já não somos crianças, mas quem disse que não podemos aprender e nos divertir brincando? O que alimenta sua curiosidade hoje? Existe algo que você gostaria de ler, investigar, colecionar, ou simplesmente experimentar? Todo aquele potencial infantil continua guardado dentro de nós. O inesperado está do outro lado da janela, basta abrí-la e deixar a luz do dia entrar.

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