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Por que os documentos autógrafos são procurados há milhares de anos?

Postado por Mathias Meyer em

Autógrafo : essa palavra faz você pensar em adolescentes esperando por um cantor de rock depois de um show ou um atleta depois de um jogo? A palavra "manuscrito" tem para você uma conotação puramente literária? Na verdade, o documento autógrafo é, em sentido amplo, tudo o que é manuscrito (dédicatória, carta, desenho, assinatura, etc), e a coleta dessas raridades é uma busca variada e séria.

Pequenos e grandes colecionadores de documentos raros

Ao contrário da grande maioria dos outros colecionáveis, os documentos autógrafos interessam tanto aos colecionadores particulares quanto às grandes instituições, como museus e bibliotecas do mundo inteiro. Por exemplo, a Biblioteca Nacional da França em Paris ou a Morgan Library em Nova Iorque adquirem com freqüência documentos autógrafos prestigiosos que podem interessar o público durante uma exposição, ou ajudar os pesquisadores a entender melhor um determinado assunto.

Entretanto, documentos autógrafos de qualidade não são inacessíveis para colecionadores particulares com menos recursos: são milhares de pessoas, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, que adquirem apenas uma peça ou formam pequenas coleções interessantes por preços abaixo de R$ 500 : essa carta de Jorge Amado, por exemplo, seria um excelente primeiro investimento.

Conservar documentos autógrafos, uma prática muito antiga e útil

Embora os autógrafos não tenham começado a serem valorizados até o início do século XIX, o desejo de preservar a memória escrita de seus ancestrais ou amigos remonta aos primeiros tempos. Sumérios, egípcios, gregos, hebreus, latinos, copiavam seus mitos, ensaios, obras e leis para preservarem sua cultura. Assim, muitos papiros egípcios enriqueceram os museus europeus: essas riquezas teriam chegado até nós se não houvesse entre os egípcios algum colecionador enterrado, segundo o costume nacional, com seus tesouros?

Em meados do século XV, o uso do papel permitiu a expansão da correspondência e, gradativamente, mantemos as cartas trocadas nos arquivos de família. Mas seria necessário esperarmos até o começo do século XIX para encontrarmos o primeiro colecionador. Em 1822, na França, ocorreu a primeira venda de autógrafos, 550 peças coletadas pelo colecionador Villenave (1762 - 1846). Outros colecionadores famosos como Alexandre Dumas ou a família Bonaparte começaram a formar coleções expressivas.

O prazer de tocar e preservar a História

Escrever tem sido muito importante para a nossa história e continua importante hoje, ainda que métodos mais sofisticados (emails, redes sociais, etc) estejam sendo usados ​​para registrar grande parte de nossas atividades e transmitir muitas de nossas mensagens. Colecionar documentos autógrafos, portanto, é coletar e preservar a História, não apenas a História política, mas a História da arte, da ciência, da música, da literatura, etc. E há considerável prazer e fascinação ligados a possuir uma parte real desta História.

Esse artigo é oferecido pela coleção Glórias, especialista em documentos autógrafos raros. Avaliamos, compramos e vendemos cartas, manuscritos, livros com dedicatórias ou desenhos de grandes personalidades históricas. Clique aqui para ver o catálogo! 


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