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Assinatura do Marechal Rondon (1910)

Assinatura do Marechal Rondon (1910)

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Em 1910, o Marechal Rondon assina o documento fundador do primeiro órgão criado para proteger os índios do Brasil.

  • Documento datilografado do Conselho Nacional de Proteção aos Índios, assinado pelo Marechal Rondon.
  • Três páginas.
  • 22 cm x 33,5 cm.
  • Em português.
  • Sem informações sobre a localização, ~ 1910.
  • Bom estado, exceto um pequeno burraco no final da assinatura de Rondon, sem prejuizo para a escrita.
  • Peça única.

São três páginas que estabelecem o funcionamento do Conselho Nacional de Proteção aos Índios e são assinadas pelo próprio Marechal Rondon, seu primeiro diretor. O CNPI foi o primeiro órgão governamental brasileiro, junto ao Serviço de Proteção ao Índio (SPI), dedicado especificamente à política indigenista. Foram criados em 1910 com o objetivo de proteger os povos indígenas de abusos e explorações, e para promover a pacificação e integração desses povos com a sociedade brasileira, evitando conflitos violentos. O Conselho trabalhava em várias frentes, incluindo a demarcação de terras indígenas, a saúde e a educação, procurando assegurar que os direitos dos indígenas fossem respeitados.

Rondon (1865-1958), um oficial do Exército Brasileiro que tinha ascendência indígena, explorou o Mato Grosso e a Bacia Amazônica Ocidental. Ficou conhecido por sua filosofia de respeito e pacifismo em relação aos povos indígenas, resumida em seu lema "Morrer se preciso for, matar nunca". Foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio e estimulou a criação do Parque Nacional do Xingu. O estado brasileiro de Rondônia recebeu esse nome em sua homenagem.

O trabalho de Rondon e do CNPI foi pioneiro na época, dado que a política indigenista anterior frequentemente se caracterizava pelo confronto e pela exploração dos indígenas. As ações e a filosofia de Rondon influenciaram significativamente as políticas indigenistas subsequentes no Brasil, embora o tratamento dos povos indígenas no país continuasse a ser um tema complexo e desafiador ao longo dos séculos XX e XXI.

Esse documento pertenceu a Roquette Pinto, que fez parte da Missão Rondon e escreveu uma obra sobre a medicina entre os indígenas na América. É um dos primeiros documentos que demonstram um interesse do governo brasileiro pelos índios, a política indigenista passando a ser de responsabilidade do Estado brasileiro e não mais de instituições religiosas, como era realizado desde o período colonial. 

Impressionante também é a grande e enérgica assinatura do General Rondon, "Cândido Marechal Rondon", bem consciente da importância da floresta Amazônica e de suas populações nativas e decidido a protegê-las. É considerado um dos principais heróis e patriotas brasileiros. 

Enfim, um documento único, histórico, importante e extremamente atual.


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