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Carta assinada por Monteiro Lobato (1944)

Carta assinada por Monteiro Lobato (1944)

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O precursor da literatura infantil no Brasil, Monteiro Lobato, fala do Burro Velho e da cadeia.

  • Carta assinada por Monteiro Lobato a Souza Filho.
  • Uma página.
  • Em português.
  • 20,5 cm x 28 cm.
  • São Paulo, dia 20 de janeiro de 1944.
  • Bom estado.
  • Peça única.

Em 1940, Monteiro Lobato, em plena ditadura, escreveu uma carta ao presidente Getúlio Vargas na qual aborda a questão do petróleo no Brasil e argumenta que o Conselho Nacional do Petróleo esta retardando "a criação da grande indústria petroleira no Brasil, para servir, única e exclusivamente, os interesses do truste Standard-Royal Dutch".  Documentos, relatórios e testemunhas redundaram em um processo e na prisão de Lobato.

A respeito da sua prisão comentou : “estou como queria, colhendo o que plantei. A causa do petróleo ganha muito mais com a minha detenção do que com o comodismo palrador aí do escritório”. 

Esta carta encerra, 3 anos depois, o episódio do cárcere no Presídio Tiradentes, de março a junho de 1941, ao ressaltar a satisfação de Monteiro Lobato ao elogio feito pelo destinatário à sua sinceridade. Ele escreve também que, por ser demasiado sincero o risco é a cadeia. Como pérola, ainda encontramos o autoelogio às avessas : burro velho.

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