Carta manuscrita de Pierre Nicolas Perrier-Jouët (1836)

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Em 1836, o fundador da marca de Champagne negocia a resolução amigável de um desacordo financeiro com seu parceiro inglês histórico.

Carta manuscrita de Pierre-Nicolas Perrier para Paul Clossmann. Duas paginas. Em francês. 22 cm x 26.7 cm. Epernay, no dia 19 de julho de 1836. Bom estado.

(…) Se eu estivesse na sua posição, eu não teria condenado sem ouvir. Suas opiniões me comprovam que você já decidiu que eu estou errado.

(…) O que é difícil para mim, é de ver a diferença de comportamento da Senhora Mathieu, desde o falecimento do seu marido. O dia 28 de junho, ela escrevia (…) que ela me agradecia fortemente por minha lealdade e generosidade com ela e seu marido. Desde a morte do seu marido, não recebi nem uma carta como a tradição para avisar um estrangeiro do falecimento de alguém. Sem você, ainda estaria esperando a saúde do Senhor Mathieu melhorar.

(…) O que aumenta minha surpresa, lendo sua carta, é a ideia da Senhora Mathieu de resolver nossos desacordos na justiça. (…) Se eu tiver outros sacrifícios para conceder para Madame Mathieu, não podem ser obrigados, devem ser da minha própria vontade. 

(…) O resultado das contas apresenta apenas dívidas que a Senhora Mathieu deve pagar. 

(…) Estou convencido que você está tão  surpreso como eu estou com pena, de ver que a Senhora Mathieu não fez o esforço de escrever-me uma carta, uma sincera explicação teria provavelmente feito mais do que fariam todos os tribunais do mundo, porque os tribunais julgam, e as boas relações conciliam. 

Perrierjouët

Segundo a própria Perrier-Jouët que contatamos, « essa carta está relacionada com o falecimento e as irregularidades constatadas na contabilidade do primeiro importador da casa Perrier-Jouët na Inglaterra, James Mathieu. Pierre Nicolas Perrier e James Mathieu assinaram um tratado de comércio em 1832. Todo ocorreu bem até 1835-1836 quando irregularidades apareceram na contabilidade do Senhor Mathieu, sem muitos detalhes e explicações. James Mathieu, doente de uma tuberculose, faleceu no final de 1835, ou no começo de 1836, e o contrato foi encerrado com a viúva em 1836. »

Nessa carta, Perrier-Jouët tenta resolver o desacordo com a viúva Mathieu, endividada, através de um negociante de vinhos chamado Clossman, encarregado de administrar os negócios e o testamento da viúva. Clossman vinha de uma família alemã, da cidade de Manheim, que fez fortuna com vinhos e cavalos de corrida, na região de Bordeaux no século XVIII.

Por que esse documento é raro ?

Apreciamos aqui a decepção do fundador da marca de Champagne e sua vontade de resolver o desacordo de forma amigável com o responsável pelo seu sucesso no seu primeiro mercado de exportação, a Inglaterra (a partir de 1811), alguns meses antes de entrar pela primeira vez no mercado norte-americano (1837).


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