Desenho de Sergio Rodrigues
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O artista Sergio Rodrigues projeta um ambiente para um apartamento de luxo do Rio de Janeiro.

Estudo do criador de moveis Sergio Rodrigues. 63 cm x 45 cm. Sem informações sobre a data. Estado médio, o desenho precisa ser restaurado. Peça única. 

Que o Brasil é mundialmente conhecido por sua música, já sabemos. Muitos também são os pintores nascidos em terras tupiniquins que ganharam destaque ao redor do globo, e, até mesmo na arquitetura, nomes nacionais são estudados nas universidades mundo afora. Contudo, nem todos sabem que, também no design, artistas brasileiros têm renome mundial. É o caso de Sérgio Rodrigues, designer cujas peças foram escolhidas por Lúcio Costa para mobiliar nada menos que Brasília. Rodrigues ainda arrematou prêmios em diversos países e transformou o conceito do design de sua época.

Nascido no Rio de Janeiro em 1927, aos 20 anos de idade Sérgio ingressou na faculdade de arquitetura da Universidade do Brasil (FNA), na capital carioca. O prodígio estudante começou a trabalhar como professor assistente antes mesmo de finalizar sua graduação, e, em 1951, recebeu um convite para participar da elaboração do projeto do Centro Cívico de Curitiba, razão pela qual mudou-se para a cidade onde criou a “Móveis Artesanal Paranaense”. Era o início de seu trabalho voltado para a criação de arquitetura de interiores, que marcaria sua carreira daquele momento em diante. Nos anos subsequentes, Sérgio se aprofundou na arte da mobiliária e conheceu renomados designers europeus que influenciaram a elegância de seu traço sem, no entanto, jamais afastá-lo de suas raízes brasileiras.

Sérgio desenvolveu um estilo próprio que, além de arrecadar inúmeros prêmios, criou uma identidade nacional, fortemente influenciada pelo modernismo. A brasilidade era destacada não apenas em seus desenhos, mas na escolha de materiais tradicionalmente locais, como o couro, a palhinha e a madeira, que exaltavam a cultura brasileira desde suas origens indígenas. A mescla de tendências internacionais e autóctones pode ser vista no estudo visual feito por Sérgio, em que uma foto e um desenho se complementam, ressaltando elementos tradicionais e tons ocres típicos dos materiais locais.

O trabalho mais famoso desse grande artista é a “poltrona mole”, feita em couro e madeira. Suas inovações de encaixe e estofado são referência na indústria até os dias de hoje, e a poltrona original faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna em Nova York. Com uma variação desse desenho, Sérgio recebeu o primeiro prêmio no Concurso Internazionale del Mobile, em Cantù, na Itália, momento que alavancou sua carreira internacionalmente. Ainda assim, Rodrigues nunca se esqueceu do Brasil, e a prova disso é que anos depois ele abriu um estúdio no Rio de Janeiro com objetivo de comercializar móveis a valores acessíveis, trazendo o design ao alcance da população.

Por que esse conjunto é raro?

Um gênio da criatividade e da estética, a ilustração de Sérgio, que desenhou seu nome na história do design mundial, é um recordatório de como nossas origens são uma fonte inesgotável de inspiração, e que, aliadas à disciplina e aos estudos, as cores, formas e texturas nacionais possuem um potencial para alavancar a arte e a cultura brasileiras a uma posição de destaque dentro do cenário internacional.