Autógrafo de Carlos Gardel
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A Voz do Tango, Carlos Gardel, assina um autógrafo para um fã. 

Autógrafo de Carlos Gardel. 8.5 cm x 13.4 cm. Sem indicação sobre data, provavelmente nos Estados Unidos. Perfeito estado. Peça única.

Quem já andou pelas cidades da costa do Rio da Prata, ao sul das Américas, sabe que correm por essas bandas do mundo ares de melancolia, não como uma tristeza, mas uma indecifrável beleza nostálgica. O tango é o principal símbolo desse sentimento. É impossível escutar um tango sem sentir alguma saudade. De quê? Cada um dirá. O que não é uma interpretação subjetiva é o nome do principal expoente dessa vertente musical: Carlos Gardel, um homem elegante e vaidoso, que ficou registrado no imaginário popular com seu terno e chapéu, como mostra a rara fotografia autografada que encontramos recentemente. No entanto, a origem desse grande astro é incerta, e, apesar de que a versão atualmente mais aceita é a de que ele tenha nascido na França, o passado do cantor é repleto de mistérios e aventuras.

Ainda que Buenos Aires tenha sido o lar de Gardel, existem três principais hipóteses para seu nascimento, todas elas em algum momento foram contadas pelo próprio cantor. Em 1904, depois de fugir de casa aos 14 anos de idade, ele foi detido por um policial a quem afirmou que havia nascido na França, em Toulouse, no ano de 1890. Já em 1915, outra versão veio à tona, na qual supostamente Gardel tinha vindo ao mundo na cidade de La Plata, ao sul da capital argentina. Anos depois, em 1923, Gardel mandou redigir seu passaporte declarando ter nascido no Uruguai, em 1887. Em cada uma dessas vezes, o Rei do Tango registrou-se com grafias ligeiramente distintas, Gardes, Gardez e, finalmente, Gardel.

Mas por que o cantor teria dado informações tão distintas sobre sua identidade? Parece que Gardel queria apartar-se de alguns feitos pouco ortodoxos cometidos em seu passado. Um famoso jornal argentino teve acesso à ficha criminal do cantor e vieram à luz algumas revelações que podem explicar suas razões. 

Parece que, antes da fama internacional, Gardel teve um passado como vigarista. Um documento policial do ano de 1915 apresenta-o como “el pibe Carlitos”, o garoto Carlitos, que participava da chamada “fraude do tio”, uma falcatrua que consistia em abordar um estranho em um bar afirmando  ter um tio rico, que deixou uma herança, mas em uma cidade distante. Logo, pedia-se ao homem dinheiro emprestado para ir ao local resgatar o tesouro, com a promessa de uma grande compensação. Nem é preciso dizer que o dito sobrinho escapava com o dinheiro sem nunca mais enviar notícias, não? Mas será que Gardel realmente teria participado desse tipo de armação?

Por que esse documento é raro?

É impossível assegurar as origens ou o passado de Carlos Gardel antes da fama, mas é um fato que sua voz marcou a história da humanidade, fazendo parte do Memorial do Mundo, programa da Unesco. Gardel realizou 957 gravações, cobrindo 792 temas diferentes. Além da música, ele também foi um astro do cinema, gravando tanto na França como nos Estados Unidos. Hoje, Gardel é um símbolo, mais que argentino, latinoamericano. Infelizmente, o cantor morreu ainda jovem, antes dos cinquenta anos de idade, em um acidente de avião na Colômbia. Ainda assim, ele entra para a história não como vigarista, mas como o homem que musicalizou a vibração de um continente.