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Grande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro (1875-1890)

Grande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro (1875-1890)

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No final do século XIX, Rio de Janeiro se consolida como centro comercial e marítimo.

  • Grande fotografia panorâmica do Rio de Janeiro, provavelmente de Marc Ferrez.
  • Dimensões: 55 × 26 cm (suporte) / 46,5 × 17 cm (imagem).
  • Rio de Janeiro, entre 1875 e 1890.
  • Excelente estado de conservação; a fotografia foi limpa por restaurador profissional.
  • Peça única.

Este panorama apresenta uma ampla vista do porto do Rio de Janeiro, observada a partir do Morro do Castelo, um dos pontos mais emblemáticos da cidade no século XIX, colina inteiramente demolida em 1922. À esquerda, a baía surge intensamente ocupada por veleiros e embarcações comerciais, com o Pão de Açúcar claramente visível ao fundo. No centro, destacam-se os cais, armazéns e edifícios públicos ligados à atividade portuária, enquanto torres de igrejas barrocas pontuam o horizonte do centro histórico; ao fundo, o Corcovado, na Floresta da Tijuca, onde o Cristo Redentor seria inaugurado em 1931. À direita, uma zona de caráter mais industrial, identificável por uma alta chaminé provavelmente associada ao Arsenal, completa a composição, enriquecida em primeiro plano por telhados, ruas em declive e casas coloniais, criando um contraste marcante entre o tecido urbano e a monumentalidade das instalações portuárias. O panorama corresponde atualmente aos bairros do Centro e da Saúde, com extensão visual até a Gamboa.

O conjunto de características estilísticas e técnicas aponta fortemente para uma atribuição a Marc Ferrez (1843–1923). Poucos fotógrafos no Brasil dominaram, como ele, a realização de vistas dessa amplitude, com o uso de equipamento específico e a montagem cuidadosa de tiragens albuminadas. A composição equilibrada, a nitidez uniforme ao longo de toda a imagem, a riqueza de detalhes e a capacidade de integrar relevo, porto e tecido urbano são marcas recorrentes de sua obra, presentes também em panoramas preservados no Instituto Moreira Salles e na Biblioteca Nacional, tornando essa atribuição a hipótese mais coerente.

Poucos panoramas albuminados do século XIX, desse porte, especialmente aqueles montados a partir de múltiplas imagens, chegaram até nós. Descoberto na França e preservado em excelente estado de conservação, este panorama constitui um testemunho visual único de um Rio de Janeiro hoje desaparecido e deveria integrar uma das mais importantes coleções dedicadas à fotografia brasileira.

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